Modos de ver - ep. 1
Resumo Ways of seeing - ep.1
Os olhos não podem estar em vários lugares ao mesmo tempo, o que trazia para a pintura uma singularidade que era parte da singularidade do único lugar que ela estava. Por exemplo, antigamente os adoradores tinham que se deslocar até a igreja para ver as pinturas de lá. Hoje, com o surgimento da câmera, “podemos ver coisas que não estavam diante de nós”, isto é, imagens vão até você e não você até elas, mudando como as vemos e tornando-as um tipo de informação. Assim, ao transformar a arte em transmissível, multiplicou-se suas possíveis significações e destruiu o seu significado original. Antes silenciosas e imóveis, agora facilmente manipuláveis com o movimento, o som, e outras possíveis imagens que vem após ou junto dela (ex: revista).
De certa formas, somos levados a enxergar outros significados de uma obra pela influencia do que os demais acham, como uma legenda diferente na foto ou uma "nota" (perdendo a opinião que seria formada com a nossa primeira impressão ao ver a obra cara a cara)?
Seria possível as imagens de uma pintura faze-la perder totalmente o significado original ao longo do tempo?
A pintura só é valorizada a longo prazo? (após a morte do artista, que acaba falecendo sem levar o devido crédito que hoje é dado)
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