O Texto de Ferreira Gullar, ao longo que fala sobre a teoria do Não-Objeto, passa por diversas vanguardas citando nomes de importantes artistas, por fim chegando em seu dialogo onde explica melhor tal teoria.
A morte da pintura
Impressionismo: Inicio de quando a imagem figurativa começa a morrer.
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| Claude Monet - Vetheuil in the Fog, 1879 |
“Nos quadros de Monet os objetos se dissolvem em manchas de cor e a face usual das coisas se pulveriza entre os reflexos luminosos.”
Cubismo: o objeto é brutalmente arrancado de sua condição natural.
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| Piet Mondrian - Natureza Morta com Vaso de Gengibre II, 1912 |
"O objeto que se pulveriza no quadro cubista é o objeto pintado, o objeto representado. Enfim, é a pintura que jaz ali desarticulada, a procura de uma nova estrutura, de um novo modo de ser, de uma nova significação."
Dadaísmo: necessidade de substituir ficção pela realidade.
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| Merz Picture 25A: The Star Picture - Kurt Schwitters, 1920 |
“[...] ainda é a mesma intenção que se amplia, já agora livre da moldura, no espaço real. Nessa altura, a obra de arte e os objetos parecem confundir-se.”
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| Marcel Duchamp - Fountain, 1917 |
"Essa técnica de ready-made foi adotada pelos surrealistas. Ela consiste em revelar o objeto deslocando-o de sua função ordinária e assim estabelecendo entre ele e os demais objetos novas relações."
Construtivismo russo: a massa é eliminada e a escultura despoja-se da sua condição de coisa.
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| Naum Neemia Pevsner - Head No. 2, 1916 |
“[...] o fenômeno é parecido: se a pintura que nada representa é atraída para a Órbita dos objetos, com muito mais força essa atração se exerce sobre a escultura não-figurativa. Tornada objeto, a escultura livra-se da característica mais comum àquela: a massa.”
tachismo: Partem da suposição de que o que está dentro de uma moldura é um quadro, uma obra de arte.
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Gerard Schneider - Untitled from 'Poèmes d'Eugenio Montale', Milan, 1964
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“[...] em lugar de romper a moldura para que a obra se verta no mundo, conservam a moldura, o quadro, o espaço convencional, e põe o mundo (os materiais brutos) lá dentro."
Neoconcretismo: a pintura e a escultura atuais convergem para um ponto comum, afastando-se cada vez mais de suas origens.
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Lygia Clark - Trepante, 1965 |
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Lygia Clark - Superfície Modulada - 1958 |
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Amilcar de Castro - Untitled, 1963
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Amilcar de Castro - Abstração - 1998
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“Tornam-se objetos especiais - não-objetos - para os quais as denominações de pintura e escultura já talvez não tenham muita propriedade.”
Diálogo sobre o Não-Objeto
“primeira definição do não-objeto: o não-objeto não se esgota nas referências de uso e sentido porque não se insere na condição do útil e da designação verbal.”
“o quase-objeto é a representação de um objeto real, enquanto o não-objeto não representa nada, mas apenas se apresenta. [...] por não se referir a nenhum objeto real, por ser o aparecimento primeiro de uma forma, funda em si mesmo sua significação.”
"[...] diferença fundamental entre um quadro e um não-objeto: aquele nasce de um esforço do artista para, gradativamente, romper o mundo já conceitual da linguagem artística vem-se de fora para dentro, da significação usual para uma nova significação; o não-objeto irrompe de dentro para fora, da não significação para a significação.”
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